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Assalto a avião, Aeroporto Quero-Quero, faz uma vítima fatal

Assaltantes atacaram um avião que transportava dinheiro no aeroporto Quero-Quero, na tarde desta quinta-feira, dia 14, em Blumenau. Houve troca de tiros sobre a pista do aeródromo, envolvendo bandidos e profissionais da empresa Brinks Logística de Valores.

c6929f34d8567be1ea4343ef9b72627d.jpeg Foto: O Município Blumenau

Uma mulher de 22 anos de idade morreu atingida por uma bala perdida durante o assalto a um avião no aeroporto Quero-Quero, em Blumenau, na tarde desta quinta-feira, dia 14. Edivania Maria de Oliveira estava no interior da MD11, empresa do ramo têxtil vizinha ao aeroporto.

Segundo o Corpo de Bombeiros, a vítima foi atingida na região do abdômen. Ela foi levada ao Hospital Santa Isabel, onde chegou pouco antes das 16h, porém, teve uma parada cardiorrespiratória e não resistiu.

A empresa estava em horário de lanche, por volta das 15h30min, e os cerca de 60 funcionários estavam no refeitório. Quando foi atingida, Edivania chegou a caminhar alguns passos, mas logo caiu inconsciente.

Ela trabalhava na MD11 há cerca de três anos. A direção da empresa preferiu não se manifestar sobre a tragédia.

 

O CASO

Assaltantes atacaram um avião que transportava dinheiro no aeroporto Quero-Quero, na tarde desta quinta-feira, dia 14, em Blumenau. Houve troca de tiros sobre a pista do aeródromo, envolvendo bandidos e profissionais da empresa Brinks Logística de Valores. A aeronave estava vindo de Curitiba quando foi abordada, às 15h30min.

Dois automóveis pretos invadiram a pista e atacaram dois carros-fortes e a aeronave. Os assaltantes atiraram com armamento pesado e lançaram uma granada embaixo do avião. A quadrilha teria conseguido roubar um malote da empresa e fugido em seguida.

O helicóptero Água da Polícia Militar foi acionado para perseguir os assaltantes, que teriam seguido na direção de Massaranduba.

Ao menos, três pessoas ficaram feridas após a ação. A equipe do helicóptero Arcanjo, que tem base no aeroporto, prestou os primeiros socorros às vítimas

Segundo Diego Zibetti, que trabalha no Aeroclube de Blumenau, foi possível ver o ataque à distância. Ele relata ter ouvido vários tiros, que pareciam ser de armamento pesado, como de metralhadoras. De acordo com o vice-presidente do aeroclube, Andrey Tomazi, o barulho dos tiros gerou uma situação de pânico na área do aeroporto.

“Pensei que era foguete. Corri para dentro do hangar e trancamos as portas. Só tinha visto isso no cinema”, relatou.

Conforme Tomazi, os assaltantes arrombaram o portão da empresa Lunelli, que possui um hangar no aeroporto, e então, tiveram acesso à pista de pousos e decolagens. Para Tomazi, a ausência de um muro no entorno do Quero-Quero facilitou a ação dos bandidos.

Com informações: O Município Blumenau



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